quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Santa Rita

Quando criança ouvi várias vezes minha avó dizer: - Coitada da Santa Rita é uma sofredora, foi muito maltratada pelo marido. 
O tempo passou e pude assistir um filme sobre a história de Santa Rita que me fez acreditar mais na versão do filme que na de minha avó. Sorry vó. 

Na versão do filme Santa Rita se apaixona por um assassino de aluguel, eis o seu sofrimento, ela se sente arrasada com a "profissão"do marido e o pede incessantemente para deixar de faze-lo. Embora seu amado deixar o oficio, ao tentar levar uma vida normal ao lado de sua amada esposa Rita e de seus dois filhos, ele sofre ameaças constantes em virtude do seu passado. Um dia ele é assassinado na frente da mulher e filhos. Rita sofre pela perda de seu grande amor. Durante o velório enquanto Rita e filhos estão arrasados com a morte, chega para dar-lhe os sentimentos o homem que foi mandante da morte de seu marido, Rita o olha nos olhos e aceita seus sentimentos, mas deixa claro que sabe de tudo, o homem fica sem lugar e sai as pressas. Logo após a morte do marido Rita perde os filhos vitimas de uma vírus fatal. Desconsolada esta mulher vai pedir abrigo a um convento, lugar que era seu refugio em todas as suas aflições, as irmãs não a aceitam, só a consolam, mas Rita como já fora casada não poderia fixar-se ali. Rita volta para a cidade e fica sabendo que o tal homem mandante está a beira de morte isolado em sua casa com o mesmo vírus fatal. Rita mais que depressa vai até lá e depois de várias tentativas consegue entrar na casa do moço. Rita senta-se ao lado do homem e começa a fazer orações pela sua cura. Dias se passaram e a mulher ao lado daquele homem abandonado. Apos semanas o homem volta a si e ao ver a mulher ele mal acredita no que vê. Ele estava curado. Rita vai embora, deixa seu perdão ao infeliz, que sofre de arrependimento. Rita volta a pedir as freiras que a deixem ficar lá, as irmãs de caridade negam, mas quando olham para a roseira que estava completamente congelada veem rosas brotarem. As irmãs consideram um sinal e enfim a deixam morar no convento. Durante o período que Rita ficou ali foram surgindo as chagas pelo seu corpo. Santa Rita faleceu sorrindo. As chagas não doem ela disse e seu coração estava em paz. 

Bonita história, né? Na verdade, ou melhor, de acordo com o filme ela foi muito amada pelo marido e  muito realizada com os filhos. 

Assim penso em Santa Rita e assim trabalho na sua imagem. Esta tem 50cm.. 

                                Fotos de Luciana Liamas




sábado, 3 de janeiro de 2015

Deus

Ganhei de Natal alguns livros de "auto ajuda" , muitos bons por sinal, mas enquanto estava lendo um deles na rede da varanda da casa de campo da minha mãe, uma chuva começou a se formar no céu. Deparei-me com o seguinte devaneio: nenhuma literatura por melhor que seja, não consegue dar a paz interior que buscamos, como sentir e ver esta criação impecável de Deus, este planeta funcionando. O cheiro da chuva chega primeiro, e ao entrar em nossos pulmões ele purifica. O cinza do céu se misturando com o azul são as pinceladas mais perfeitas, a combinação das cores branca, cinza e azul. O vento úmido refresca e hidrata nossa pele, as gotas que começam a cair, não são transparente, são pontos de luz. O verde das montanhas, as árvores, as flores todos sorriem e nós também. Misturas de cores, de cheiros, de sentidos, de temperaturas. Ver e sentir a terra úmida, as pedras eternas, o céu com sua mutação de cores e o verde em seus vários verdes, me fazem entrar neste quadro vivo e perceber que faço parte deste contexto. Renovo, revigoro e entendo o que realmente sou. Ao lembrar da fala de Jesus:
 - Deus está no meio de nós.
Entendi que toda esta natureza que nos cerca, que está conosco o tempo todo, possuem toques de Deus capazes de me curar.  Este planeta que nos foi emprestado por um determinado tempo de vida e morte, tem todos os remédios e ferramentas para nossas enfermidades e conflitos. Basta fazer o contato e permitir que toda esta criação entre em nosso coração. Nós temos a renovação do amanhecer com o anoitecer, a hidratação, a troca de ares e a capacidade de superação, está tudo aqui, pensado e criado para nós. Muito bom. Estou mais feliz. Amém.  

  

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Final de 2014

Fim de ano se aproximando. Ano de luta. Ano que deixará muitos ensinamentos e uma força maior. No atelier muitos pedidos, poucos atendidos, ou melhor, bem menos atendidos do que eu gostaria. Devido a luta diária com os afazeres do nosso "sistema" pouco me restou para dedicar a vc, minha querida Maria. A minha lição maior foi: Nunca deixar que o atelier fique para depois, depois das reuniões de escola, depois das idas e vindas ao supermercados, depois do banco, da feira, da farmácia, da chuva ou do calor, da arrumação da casa, de aparar o jardim, das crianças dormirem, de limpar a piscina, cuidar da roupa e etc. O Atelier é o meu EU, o que tenho de melhor em mim. Disto tudo aprendi que primeiro devo dedicar-me a mim e cuidar de mim para que eu me sinta feliz e realizada, assim poderei contagiar aos outros e não cobrar nada. Espero que estas palavras toquem aqueles que também não se colocam a frente das obrigações, não a cima dos outros, mas aqueles que se sentem no ultimo lugar da fila. O AUTO CUIDADO é essencial para ser feliz, e eu só o posso faze-lo por mim mesma. Cuide-se, valorize-se, respeite-se e ame-se. Entregue-se as suas necessidades. Construa a sua lenda. O universo agradece. FELIZ 2015 - o ano do AUTO CUIDADO.
Imagem de Nossa Senhora das Graças 50 cm, divinamente fotografada por Luciana Liamas.






terça-feira, 23 de abril de 2013

Cor de rosa

Nossa!!! Acho que estou literalmente em uma fase cor de rosa. Depois que minha filha Bibi nasceu meu mundo ficou todo rosa. Rosa seco, rosa antigo, rosa Vintage (Vintage é um estilo de vida e moda retrógrada, uma recuperação de estilos das décadas de 1920, 1930, 1940, 1950 e 1960), seja qual for, estou fascinada por esta "cor flor", linda, sofisticada, feminina e meiga.
 
Em homenagem a todas as gamas da cor de rosa: Uma N.Sra Rosa Mística feita com mínimos detalhes. 
 
Nossa Senhora da Rosa Mística é o nome atribuído a Maria, mãe de Jesus, a partir de diversas aparições, cuja imagem é marcada pela presença de três rosas no peito. O dia 13 de julho de cada ano é festejado em honra de "Maria Rosa Mística".
APARIÇÕES NO BRASIL – 12 de fevereiro de 1988, Nossa Senhora se manifesta em São José dos Pinhais (Paraná – Brasil). Ela se apresenta com este título: Rosa Míst
ica – Rainha da Paz, e faz ao mundo um último apelo à conversão, através de 2 rapazes: Junior e Eduardo. Em 1999, o Arcanjo São Miguel, revelou aos dois rapazes que colocaria nas mãos da imagem uma eucaristia. Este milagre aconteceu na noite do dia 31 de dezembro de 2.000,durante uma missa celebrada no local das aparições, diante de 17 testemunhas. Em Setembro de 2005, Ela apareceu em forma de luz, para 15 pessoas no bosque da Santíssima Trindade. Na cidade de Castelo (Espírito Santo) já teriam acontecido três aparições de Nossa Senhora. Começou com uma moça de Muriaé (MG) que recebeu uma revelação sobre a aparição da Virgem nesta localidade às 15 horas do dia 13 de maio de 1994. Esta data é lembrada até hoje com uma missa que reúne milhares de fiéis. No local existe uma nascente, cuja água é considerada milagrosa. Fiéis levam da água para casa ou para amigos que estejam enfrentando dificuldades e problemas de saúde.

Origem: Wikipédia
Foto/Imagem: Atelier Arte do Céu

 



 
 


 

 

Arte do Céu - Cor de rosa

sexta-feira, 19 de abril de 2013

ARTE DO CÉU


N.Sra de Fátima 50cm. Imagem e foto - Atelier Arte do Céu/Patrícia Campos

Rosa

Tu és divina e graciosa, estátua majestosa
Do amor, por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor de mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente aqui neste ambiente
De luz, formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração, junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz do arfante peito teu


Tu és a forma ideal, estátua magistral
Oh alma perenal do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela, és mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza


Perdão se ouso confessar-te, eu hei de sempre amar-te
Oh flor, meu peito não resiste
Oh meu Deus, o quanto é triste
A incerteza de um amor que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia ao pé do altar
Jurar aos pés do Onipotente em preces comoventes
De dor, e receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer de todo fenecer
Marisa Monte
Compositor: Pixinguinha / Otávio de Souza